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ESRON MENEZES

Excel Avançado, Administração, Logística e Tecnologia

Esron Menezes

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Textos Interessantes

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Aqui estão alguns arquivos exemplos que pode ser visualizados pelos visitantes.
January 31

A difícil arte de ser você mesmo

“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”.

Oscar Wilde


Você já se perguntou por que é tão difícil ser você mesmo?
Na realidade buscamos seres humanos iguais ou semelhantes a nós, pessoas com as mesmas opiniões, sentimentos, valores e crenças, por isso a diferença nos outros nos incomoda tanto, eles traem nossos princípios, logo julgamos que devem estar errados e lhes falta experiência ou conhecimento para evoluir até o nosso estado de grandeza.
Poucas pessoas possuem a coragem de realmente ser elas mesmas, a pressão contrária é muito grande e assim a maioria tenta se adequar ao comportamento social vigente e assim aos poucos se transforma naquilo que não é, afundando-se em falsas palavras, atitudes e sentimentos, causando aos outros uma sensação de sempre estarmos senhores da situação. Pura ilusão.
A cada dia distanciamo-nos um pouco mais de nós mesmos, e como numa neblina, um vazio frio e úmido passa a nos envolver. Nossos dias começam a se tornar tristes, nossas amizades vazias, pois nos enterramos em conceitos que não são nossos para parecer agradáveis aos outros, esquecendo de nossa verdadeira essência.
Numa de minhas viagens encontrei com um morador de rua que sempre estava no mesmo lugar, não pedia nada, apenas olhava para o horizonte, um dia parei, lhe dei um sanduíche e sentei para conversar. Ele me contou sua historia, família, trabalho, amigos, ouvi com atenção e finalmente lhe perguntei o que havia lhe acontecido para ele decidir viver assim, nunca esqueci a sua resposta:
“Eu me perdi de mim mesmo”.
Quantas pessoas estão hoje perdidas de si mesmas, vivendo valores, crenças, sentimentos e metas coletivas que não são suas, tentando alcançar um modelo de ser humano que a maioria das pessoas prega, mas não pratica.
Quantas pessoas magoam-se a si mesmos pelo temor gerado diariamente pela sociedade de que alguém possa rir de você, o medo de perder algo ou alguém, que percam o respeito por você, medo da rejeição ou mesmo para não magoar os outros.
Você já parou para pensar o quanto estes medos e ferramentas de manipulação limitam os seus talentos.
Segundo Ralph Waldo Emerson você deve insistir em si mesmo; nunca imite. Seu próprio talento você pode apresentar a cada momento com a força acumulada pelo cultivo de uma vida inteira; mas do talento adotado de outra pessoa você tem apenas uma extemporânea posse parcial. Faça o que foi designado para você, e nenhuma esperança ou ousadia poderão ser demais.
Lembre-se, ninguém é perfeito, você possui qualidades e defeitos como todos os demais seres humanos e por isso devemos aprender a conviver com eles e aceita-los. A beleza e a diferenciação humana estão justamente nestas imperfeições, “até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro" diria Clarice Lispector.
Também esqueça a diplomacia, ser diplomático significa ser outra pessoa. Quer melhor sinônimo para hipocrisia do que, diplomacia? Seja simplesmente você mesmo! Não minta para si mesmo. Você não merece!
Não precisa temer uma punição. Porque temos que ser assombrados pelo medo do julgamento alheio?
Ser você mesmo é uma tarefa difícil e exaustiva. É uma tarefa diária, pois a todos os momentos sofremos influências profundas para, de alguma forma, reconstruir nossa personalidade seja da família, da escola, da Igreja, da empresa, do clube, dos amigos e dos inimigos.
Mesmo com este processo de reconstrução constante não somos aceitos pelo que somos. Somos aceitos pelo que os outros querem que sejamos. E então, mudamos. Vivemos mudando. Mudamos nosso jeito de falar, de se vestir, de ver o mundo, nossos gostos musicais, nosso modo de se divertir e de repente você acorda numa manhã qualquer e não se reconhece mais. È neste momento que você descobre que se perdeu de si mesmo.
Tenho consciência de que mudar é a nossa única certeza na vida, é inevitável desde que isso seja feita para o seu próprio desenvolvimento pessoal, não para agradar os outros ou construir personagens politicamente corretos.
Como diria Pablo Picasso “qualquer outro terá todos os meus defeitos, mas nenhuma das minhas virtudes.”
Assuma o seu “EU” verdadeiro, pare de representar papeis socialmente corretos, crie o seu próprio espaço, solte as rédeas do seu verdadeiro talento. Acredite em si mesmo, aceite seus defeitos e qualidades e siga em frente.

Suce$$o

Roberto Recinella

Resolução de conflitos

by Tatiana Kielberman

Com o aumento de ocorrências de assédio moral, as empresas precisam implementar ações para solucionar os conflitos no ambiente corporativo, melhorando os relacionamentos internos e o clima organizacional, além de aprimorar, por conseqüência, a produtividade e lucratividade.

Hoje em dia, sabe-se que há várias ações com o objetivo de otimizar as relações de trabalho, tais como diálogos, terapias e dinâmicas de grupo, visando melhorar os processos nas organizações por meio do estabelecimento de regras simples: ouvir, não julgar, prezar a ética e o respeito, entre outras.

Porém, além dessas alternativas, há algumas maneiras de se refletir para atuar positivamente diante dos conflitos no seu espaço de trabalho. Confira as dicas!

- Sempre desconfie da primeira impressão que algo ou alguém passa a você. Tenha flexibilidade e pense duas vezes antes de formar uma opinião.

- Entre dois indivíduos, há no mínimo três certezas: a sua, a da outra pessoa e a verdade. Fique atento!

- Reconheça se estiver errado. É difícil, mas possível.

- Controle seus impulsos e utilize os suportes disponíveis.

- Ouça antes de falar.

- Busque e encontre pontos em comum com o outro.

- Agradeça o interesse e apoio de seus colegas de trabalho.

- Pense duas vezes antes de agir.

- Busque a união colaborativa entre os envolvidos na tarefa. Todos só têm a ganhar com isso!

Com essas atitudes, ficará mais fácil promover a harmonia e a resolução de conflitos no ambiente corporativo. Invista nisso e boa sorte!

January 17

Gerenciar projetos é assunto para líderes

Por Walther Krause iMasters

A sobrevivência de uma empresa requer de seus executivos ações rápidas, objetivas e consistentes. Todas as oportunidades devem ser aproveitadas e novos espaços precisam ser criados. O sucesso da organização é o resultado de suas lideranças e da aplicação de práticas gerenciais que a conduzam, com eficiência e eficácia, no sentido de atingir os resultados esperados. O gerenciamento de projetos é o caminho para transformar idéias em algo que dê as empresas desenvolvimento de forma sustentável, considerando-se o cenário competitivo atual.
 
Atualmente o profissional responsável por conduzir os projetos recebe a atribuição de Gerente do Projeto. Entretanto, é vital observarmos que é fundamental existir esta função, independente de seu título, uma vez que este cargo ainda não é formalmente reconhecido por várias organizações.
 
Mas independente de nomes ou cargos, saber o perfil necessário ao gerente do projeto, para o melhor desempenho de suas atribuições, é fundamental na construção de uma organização de alto desempenho. Este profissional deve conter pelo menos três grupos de competências: técnica, competência na área de atuação e de gestão. A competência técnica é formada pelas habilidades e conhecimentos nas melhores práticas de gerenciamento de projetos, como as difundidas pelo Project Management Institute - PMI (www.pmi.org). A segunda competência está relacionada ao tipo de negócio ou pro jetos envolvidos, como engenharia, tecnologia da informação etc. A competência de gestão é comportamental e requer habilidades e atitudes que tornam o gerente de projeto um líder. 
 
Todas as competências são importantes, mas a que leva a liderança é a que traz melhores resultados para a organização e para o profissional. O gerente de projetos não é um "tocador" de cronogramas, muito menos um herói realizador. Ele precisa ser o líder de uma transformação, conduzindo uma equipe a desenvolver, coordenadamente, um conjunto de tarefas executadas de forma eficiente para a obtenção do sucesso, não só para a organização, mas também para seus clientes e todos os envolvidos no projeto. 
 
A liderança é o resultado de habilidades do gestor em entender as causas e os objetivos, de atitudes em motivar e colaborar, de atribuir a si responsabilidades e de realizar alianças com equipe, pares e outras partes interessadas num objetivo convergente.
 
Um estudo realizado por uma consultoria em Recursos Humanos norte-americana revelou as 25 empresas que melhor formam líderes no mundo. O primeiro lugar apontado pela pesquisa é da IBM, que possui um dos mais abrangentes programas de formação de gerentes de projetos e de líderes, requerendo que todos os seus executivos tenham cerificação em gerenciamento de projetos, incluindo a certificação do PMI (PMP). 
 
A IBM é uma das poucas empresas americanas que se manteve inabalável perante a crise financeira recente. É uma das Top of Mind do Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos, coordenado pelo PMI Regional Rio de Janeiro (www.pmirio.org.br). A General Electric também é uma das principais em liderança, com programas de formação e certificação em gerentes de projetos. A NASA, uma das maiores referências em gerenciamento de projetos, possui um programa específico para formação de gerentes de projeto líderes. 
 
Este modelo propaga-se por todos os níveis hierárquicos, mostrando um novo caminho para o profissional em gerenciamento de projetos. Steve Dobbs, presidente da Fluor Corporation, sentenciou que a sua empresa passou pela crise graças ao gerenciamento de projetos, que alavanca os resultados na bonança e alinha o rumo em momentos desfavoráveis. Ser gerente de projetos é uma opção para grandes realizações, mas irá exigir muito esforço e desenvolvimento de seu perfil para alcançar o sucesso pessoal e da organização.
January 07

Não peça feedback, obtenha-o

Por Paulo César M. Jeveaux - iMasters

Todo grande líder sabe que o feedback sincero daqueles que estão à sua volta é uma das principais ferramentas para melhoria e evolução de seu trabalho e de seu papel como líder. Receber e saber processar as críticas é fundamental para aprender e melhorar como líder, quando o feedback é um elogio é ainda melhor, nada mais gostoso do que ter a certeza de que você está no caminho certo.


Mas há um grande dilema: Como consigo o feedback sincero dos membros do meu time?

A resposta parece simples, afinal, basta perguntar. Sim, é mais ou menos por aí, mas deve-se tomar muito cuidado com o tipo de pergunta a se fazer.

A primeira regra que deve-se ter consciência é que nunca será possível conseguir feedback sincero com perguntas idiotas. Uma pergunta idiota geralmente é uma pergunta da qual você não quer ouvir a resposta, ou uma pergunta que você espera ouvir aquilo que você quer ou, até mesmo, uma pergunta cuja resposta é óbvia.

Pergunta idiota: No meio de um jogo de futebol, pergunta-se para o árbitro: Você está ocupado?


Qualquer ser vivo pensante saberá a resposta do árbitro. Se a pergunta é idiota, a resposta é tola.

Isso não significa que a pessoa não queira te dar feedback, mas que há outras maneiras mais eficazes de se conseguir feedback. Não peça. Não faça uma solicitação em forma de pergunta direta.

Lembre-se sempre destas palavras, pois elas serão a chave para o seu sucesso como líder de qualquer time em qualquer área ou empresa, especialmente para se obter feedback sincero e colaboração das pessoas. Estas são as palavras mais poderosas que existem para obter cooperação: "Eu preciso de". Essas simples palavras são capazes de mágicas e feitos surpreendentes.

Pedir feedback não significa que você irá consegui-lo, especialmente se o pedido começar com "eu quero". Quando você diz a alguém de seu time que você "quer" algo, a primeira coisa que essa pessoa pensa é: "ah, claro, todos queremos algo que não podemos ter". Mas se você começa com "Eu preciso de", significa que você pensou sobre o que é necessário para alcançar o que você está pedindo e, para tal, precisa da ajuda desta pessoa. É incrível como as pessoas adoram sentir-se necessárias, saber que podem ajudar com algo, isso faz toda a diferença entre escutar uma resposta tola e conseguir um feedback sincero.

Aprendendo a obter feedback: Preciso de feedback específico sobre meu plano para que a próxima iteração dê certo.


Simples e indolor, certamente você terá muito a ouvir e aprender.

Um líder é qualquer pessoa que possa lhe dar apoio e orientação necessárias para alcançar seu objetivo. Às vezes o seu maior desafio como líder é saber onde e quando cada pessoa do seu time executará este papel, e cabe a você conseguir obter o feedback necessário destas pessoas.

December 16

Como se portar no local de trabalho - Parte 03

Por Mauro Pichiliani - iMasters

Vejam os artigos anteriores

Como se portar no local de trabalho - Parte 02

Como se portar no local de trabalho - Parte 01

Olá, pessoal! Veremos hoje a terceira parte dessa série de artigos que aborda o comportamento de profissionais da área de informação. Lembrando que estas dicas são sugestões e que devem sempre ser consideradas de acordo com o contexto da empresa e do bom senso. Novamente citando a referência, o conteúdo destes artigos foi baseado em um texto publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009, na página Ce2 do caderno de Empregos. Vamos lá:

6. Maldade e fofocas

a) Afaste-se das fofocas e maledicências. Só o fato de prestar atenção nelas já pode lhe dar a fama de fofoqueiro...

Toda empresa tem fofoca. Em algumas esta prática fica mais clara, em outras é mais difícil de detectar sua ocorrência. Por isso a dica aqui é procurar evitar e se distanciar deste tipo de conversa sempre que possível. Lembre-se: fofoca é falar mal de uma pessoa sem fundamento ou supor algo sem fatos concretos. Geralmente algumas pessoas são especialistas nisso e ao menor sinal de alguma coisa diferente ou fora do normal já começam a fofocar.
b) Não seja inconveniente, aparecendo em outros setores da empresa sem ligar antes ou só para fazer um "tricô" rápido.
Procure deixar o tipo de conversa informal, ou fofoca, para fora do trabalho. E também procure não dar atenção a comentários maldosos que visam prejudicar as pessoas. Como regra, sempre ouça os dois lados da história antes de concluir ou assumir algo e sempre aja considerando as circunstâncias e contextos.
c) Caso tenha uma grande amizade no trabalho, seja discreto.

Evite comentar na frente de outros colegas os programas que você e o amigo(a) fizeram no final de semana, pois isso desperta ciúme e compromete a imparcialidade de qualquer decisão ou trabalho que você tenha ou faça em relação ao seu amigo. Amizades com colegas de trabalho são ótimas e devem ser cultivadas no dia a dia do mundo corporativo. Porém existem limites que devem ser seguidos, especialmente se as amizades interferirem no trabalho ou se por algum motivo tornarem o relacionamento com as demais pessoas da empresa algo que incomode e atrapalhe.
d) Amigos, amigos, negócios à parte.

Deixe bem claro que é adepto do ditado "amigos, amigos: negócios a parte" e evite trabalhar em parceria com um grande amigo a ponto que isso prejudique a carreira dos dois na empresa. Além de dar impressão de protecionismo, a relação pode comprometer o serviço e dificultar a solução de problemas.

Muitas novas empresas surgem a partir de amizades entre colegas de trabalho que decidem abrir o próprio negócio. Nada de errado nisso, a não ser quando recursos da empresa são utilizados para suportar atividades paralelas que não são relacionadas ao foco principal e que potencialmente podem se tornar um concorrente da empresa. A idéia aqui é saber definir a linha entre começar um negócio próprio ou seguir trabalhando como colaborador da empresa sem prejudicar ninguém.
e) Seja humilde

Quando comentar com qualquer um na empresa os seus resultados positivos, prêmios e novos projetos que lhe foram confiados aja com humildade e procure não assumir um tom ou ar de superior. Aqui temos o famoso caso do ego, ou seja, as pessoas que adoram ficar exibindo suas conquistas pessoais no ambiente de trabalho. Já cansei de encontrar ambientes onde profissionais se gabam de ter certificações Microsoft, Oracle, Cisco, Linux, etc ao ponto de se sentirem melhor que os outros profissionais. Quem tem este tipo de título ou status deve ter em mente que outras pessoas não acham agradável ficar ouvindo a cada instante que este ou aquele título faz dele um profissional melhor e mais qualificado.
f) Alguém que você não gosta

Caso trabalhe com alguém de quem não gosta, troque cumprimentos, mantenha distância e evite comentar a antipatia que sente. Isso reduz atritos e evita que os outros reparem a incompatibilidade e façam fofocas. O relacionamento entre pessoas é algo que nem sempre pode tomar o rumo desejado. Em diversas situações temos que trabalhar ou mesmo colaborar com pessoas que não temos afinidade e não gostamos. Nestas situações devemos agir como profissionais, evitando atritos e focando no trabalho sem dar atenção aos aspectos negativos da pessoa com a qual estamos trabalhando. Este tipo de situação geralmente não é agradável e recomenda-se seguir uma linha impessoal e estritamente profissional para tornar o trabalho menos desagradável e fazer com que ele acabe mais rápido.

7. Como se portar em uma reunião

a) Para a reunião começar mal, basta chegar atrasado. Além de irritar quem chegou na hora, sua imagem fica péssima.
O primeiro passo para uma reunião dar errado e não ser produtiva é a falta de comprometimento com o horário da mesma. É desagradável ficar aguardando uma pessoa ou equipe para poder começar a reunião, pois isso atrapalha o cronograma das demais pessoas envolvidas e também prejudica o andamento da discussão. Além disso, se chegar atrasado evite gastar muito tempo tentando se explicar: diga o motivo do atraso e não entre em detalhes, a não ser que façam a questão de uma justificativa mais detalhada.
b) Ler e pesquisar sobre o assunto em pauta vai deixá-lo em vantagem sobre aqueles que não se prepararam.
A preparação pré-reunião pode fazer a diferença entre uma contribuição fundamental e o simplesmente ficar boiando e deixar a reunião passar batida. Geralmente esta preparação inclui a montagem de uma apresentação, o estudo de abordagens, soluções, oportunidades e pontos relevantes que precisam ser discutidos com os demais integrantes. Mostrar que você está preparado é ótimo para a sua carreira, pois deixa claro para os demais que você leva a sério a oportunidade de se reunir para discutir o assunto da reunião ao invés de ser aquele profissional que só está na reunião porque foi obrigado.
c) Entrar em uma reunião mudo e sair calado não é a melhor estratégia para seu chefe notá-lo.
Saber se destacar em uma reunião é algo fundamental para a sua carreira a longo prazo. Porém deve-se fazer isso apenas quando você pode contribuir com algo que agregue e que sirva ao propósito da reunião. Já participei de reuniões onde pessoas possuíam idéias fantásticas, mas ficaram caladas por um ou outro motivo. Saber participar de uma reunião ativamente é uma habilidade que deve ser adquirida e praticada constantemente quando se tem algo importante a acrescentar.
d) Fale sobre suas idéias e, quando achar que deve discordar, não se acanhe. Apenas faça isso sem causar constrangimento e sem ofender os colegas.
Novamente temos aqui a questão da exposição das idéias. Se você acha que pode contribuir de alguma maneira espere pelo momento ideal da reunião e apresente suas idéias, sempre de forma clara, sucinta e sem rodeios. Ao fazer um comentário, apresentar uma idéia ou sugestão, seja claro e objetivo. Resuma ao máximo o que tem a dizer para não tornar a reunião longa.
Isso me lembra o que um antigo chefe meu disse sobre as idéias em reuniões:

"Em uma reunião sugira idéias que 1) aumentem o lucro; ou 2) reduzam o custo; e 3) que não sejam ilegais ou que prejudiquem alguém ou algum recurso".

Isso quer dizer que, antes de apresentar sua idéia, você tem que pensar bem sobre ela e verificar se realmente ela vale a pena ser apresentada. Também é preciso estar preparado para receber críticas, opiniões e mudanças no que vocês propôs de acordo com o feedback dos demais participantes da reunião. Não se sinta menosprezado se a sua idéia for rejeitada, pois muitas vezes na nossa cabeça a idéia é perfeita, mas na realidade nem sempre é assim.
Quando for discordar de alguém procure utilizar um tom de voz que não indique hostilidade. Explique seus argumentos, preocupações e motivos pela qual discorda sem deixar nada oculto e sem ataques pessoais.
e) O chefe deve ser o primeiro e o último a falar. Ou seja, é ele que abre e fecha e reunião.
Esta é uma dica de conveniência. Geralmente o profissional superior é quem comanda o show e ele deve ter a palavra de início de fim. Note que isso não quer dizer que ele tem razão sobre tudo que foi discutido ou apresentado na reunião.
f) Olhe para os outros quando estiverem falando para mostrar interesse. Não baixe os olhos para a mesa.
Não passe a reunião inteira imaginando cenários hipotéticos ou distante do que está sendo discutido. Se você está ali é para contribuir de alguma forma e atitudes dissimuladas ou evasivas só vão prejudicar a sua imagem ao ponto de você ser excluído do próximo encontro.
h) É importante manter a postura durante uma reunião.

Evite ficar andando de um lado para outro na sala enquanto estiver expondo uma opinião ou uma apresentação. Os participantes vão achá-lo um exibicionista.

Existem muitas dicas sobre a apresentação de um trabalho ou idéia em uma reunião. Aqui a idéia é simplificar e não ficar se exibindo à toa. Vá direto ao ponto e deixe as perguntas e detalhes técnicos para o momento adequado.

8. Relacionamentos pessoais e íntimos no trabalho

a) Você e um(a) colega se apaixonaram.

Se a empresa não proíbe o namoro entre funcionários e vocês são desimpedidos, não esconda, pois os colegas desconfiam, descobrem e fofocam. Não existe fofoca mais rápida de se espalhar do que um relacionamento escondido entre duas pessoas da empresa que foi descoberto. A famosa "rádio-peão" é especialista em transmitir este tipo de notícia de ouvido em ouvido. Por isso sempre seja sincero e evite esconder relacionamentos sempre que possível. Caso contrário, esteja preparado para a avalanche de olhares, conversinhas que são interrompidas com a sua chegada e risadinhas espontâneas.
b) Evite os apelidos carinhosos e telefonemas melosos.

Dentro da empresa, nada de "fofo", "lindinha" e "neném". O tratamento e a cordialidade despendida entre os colegas de trabalho deve ser sempre pautada pelo relacionamento profissional. Guarde as gentilezas excessivas e os tratamentos carinhosos para situações íntimas fora da empresa, especialmente se estiver na presença de clientes, fornecedores ou parceiros que não sabem do seu relacionamento.
c) Bilhetinhos e e-mails amorosos, que possam cair em mãos erradas, também estão fora de cogitação.
Neste caso a utilização de recursos de comunicação da empresa pode dar origem a uma história digna de um romance de Eça de Queiroz. Quanto mais se evitar trocar mensagens amorosas dentro da empresa maior será a chance de se manter um relacionamento discreto e que não atrapalhe a careira dos envolvidos
d) Não fiquem sozinhos.

Não constranja os colegas nem cause falatório criando situações para ficar a sós com seu amado ou amada. Se vocês querem ficar a sós procurem o local e hora adequadas para isso e que seja fora da empresa. Um simples ato de carinho pode ser interpretado de várias formas por quem não conhece ou aprova o relacionamento dentro da empresa.
e) Brigas e discussões

Se brigar com ela ou ele, deixe a cara fechada e a reconciliação fora da empresa. Seu romance não é novela para ser acompanhado capítulo a capítulo. Certas pessoas fazem questão de deixar claro como anda o seu relacionamento pessoal, geralmente comunicando a todos cada evento relevante. E o pior é que as outras pessoas muitas vezes sentem um prazer intenso em acompanhar estes fatos. Mais uma vez, a idéia aqui é ser profissional e evitar fornecer assuntos que incendeiam a curiosidade dos outros.
f) "Você não liga mais para mim"

Não policie os horários da sua parceira(o) e muito menos crie empecilhos para que ele(a) almoce com colegas ou superiores sob o argumento "você não liga mais para mim". Isso pode prejudicar a carreira dele ou dela. Estar em um relacionamento íntimo com alguém do trabalho não significa que este alguém terá tratamento especial. Isso é fácil de falar na teoria mais difícil de fazer na prática, pois queremos sempre dar o melhor para as pessoas que gostamos. Por isso vale a pena sempre ponderar certas atitudes e, em casos extremos, avaliar se o tratamento correto foi parcial com a ajuda de algum colega próximo.
g) Você e o chefe se apaixonaram.

Em muitas empresas trata-se de um amor proibido. Vocês podem tentar escondê-lo por um tempo, mas correm sérios riscos. Do ponto de vista ético, o melhor a fazer é pedir, rapidamente, uma transferência de departamento, já que o romance pode comprometer o trabalho. Se não for possível uma transferência, a saída mais correta é um dos dois pedir demissão. Durante o período de impasse, ajam com absoluta discrição. Os fofoqueiros de plantão adoram comentar sobre situações como essa.
Como diria uma personalidade do mundo dos podcasts: "Você já pegou um pedaço de chocolate, jogou num formigueiro e ficou olhando?". É mais ou menos isso o que acontece quando alguém descobre um relacionamento íntimo oculto entre um funcionário e o seu superior.
h) Paixão por alguém casado.

Casos assim são de nitroglicerina pura. Se o romance se tornar público, amor, trabalho e família viram um grande imbróglio e isso é péssimo para a carreira. Aqui apenas uma frase: evite agir por impulso e pense nas conseqüências dos seus atos.
i) Separação.

Se decidir sair de casa, comunique, sem revelar detalhes, a mudança de endereço e o novo telefone para a secretária do setor ou responsável por esta tarefa. E avise seu chefe sobre sua separação. Evite comentar o assunto em voz alta e não transforme seu drama em tema de debate no fumódromo. Se não conseguir disfarçar o sofrimento, seja sincero e diga que está passando por uma fase difícil e complicada sem entrar em detalhes pessoais
Mudanças na vida pessoal de um funcionário devem ser comunicadas ao seu superior, porém apenas as mudanças relevantes e que foram significativas. Isso quer dizer que o ambiente de trabalho deve estar ciente de certos eventos da vida do funcionário ao ponto de compreender e aceitar certas situações, como atrasos ocasionais, desmotivação, problemas de saúde e outros

December 06

Como se portar no local de trabalho - Parte 02

Por Mauro Pichiliani - iMasters

Veja o artigo anterior

Como se portar no local de trabalho - Parte 01

*

Olá, pessoal. Na coluna desta semana continuarei a explorar e apresentar alguns aspectos relevantes à conduta e ao comportamento no local de trabalho. Lembrando que estas dicas são essenciais para qualquer convivência produtiva em um local de trabalho, especialmente para profissionais da área de informática e computação.

Novamente, o conteúdo desta coluna foi baseado em um artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009, na página Ce2 do caderno de Empregos. As dicas são apresentadas de acordo com a separação em tópicos, que cobrem várias atividades e situações encontradas no dia a dia do ambiente de trabalho.

03. Uso do e-mail

a) O mais importante é nunca, mas nunca mesmo, escrever algo que possa causar constrangimento a você ou a outras pessoas depois. Evite intimidades e só escreva em um e-mail aquilo que você falaria pessoalmente.

Ah, o famoso caso do e-mail. Muitas pessoas são tomadas por fortes emoções e sentimentos quando escrevem e-mails, principalmente em situações onde há alguma discussão ou disputa. Isso tem até nome da área de informática: flame wars, que geralmente são causados por trolls. No ambiente empresarial deve-se evitar ao máximo escrever tudo que vem à cabeça diretamente, sem ao menos ponderar os efeitos que tal mensagem pode causar. Por isso, evite escrever e-mails que visam apontar defeitos ou evidenciar a culpa de alguém quando estiver com a cabeça quente. A técnica de respirar fundo, deixar a cabeça esfriar e pedir ajuda antes de mandar aquele e-mail que causará impacto pode fazer a diferencia na comunicação entre as partes envolvidas.

b) Verifique sempre a gramática e a ortografia do texto antes de enviá-lo. Nada pior do que um texto cheio de erros.

Aqui a tecnologia está a nosso favor: hoje em dia a maioria dos programas de e-mail (mesmo aqueles on-line) possui recursos para auxiliar a correção da gramática do texto. Procure ler a mensagem com calma, palavra por palavra e sempre utilizar a norma culta e formal de escrita. E lembre-se: o e-mail pode ser utilizado como um documento formal para comprovar atitudes, justificar ações ou mesmo influenciar tomadas de decisões que gerem repercussões.

c) Seja breve, claro e objetivo. Hoje em dia, ninguém tem tempo para ler texto extensos demais ou ficar pensando em palavras fora de contexto.

Aqui a dica é optar pela simplicidade e ir direto ao assunto. Geralmente as pessoas têm que ler uma quantidade considerável de e-mails no dia a dia e ficar enchendo lingüiça com detalhes técnicos inúteis não ajudam na comunicação. Se for o casso, separe os destinatários da mensagem em dois grupos: aqueles que precisam saber que o servidor X foi configurado com a opção Y de acordo com o modelo W e aqueles que apenas precisam saber que o processo de manutenção ocorreu com sucesso. Evite também colocar uma assinatura de e-mail demasiadamente excessiva, com flores, ícones, mensagens e outras perfumarias. Mantenha o básico: seu nome, cargo na empresa e forma de contato adicional ao endereço de e-mail.

d) Nada de mandar correntes, piadas (obscenas ou não) e pegadinhas por e-mail para quem você não conhece.

A dica acima parece básica, mas muita gente ainda encaminha este tipo de material no e-mail da empresa. Vale aqui dizer que assuntos profissionais devem ser separados de assuntos pessoais e isso geralmente implica na criação de um e-mail particular para enviar este tipo de conteúdo. Além disso, redobre a atenção no campo de destinatário e cópia oculta, pois um e-mail enviado para a pessoa errada por ser um passaporte direto para aquela conversa na sala do RH.

04. Relacionamento com superiores

a) Procure ter um perfil claro da forma de ser e de trabalhar do seu superior. Converse com quem já foi subordinado a ele. Essas informações ajudarão a guiar suas atitudes e reações.

O relacionamento entre um profissional e o seu superior pode ser uma maravilha ou um verdadeiro inferno na Terra. Como será a convivência depende das duas partes, mas não custa nada entender como cada um trabalha, suas personalidades, atitudes e reações. Sabe que o chefe não gosta de marcar uma reunião sem tópicos definidos? Não faça isso nunca. Desconfia que o funcionário esteja com algum problema para respeitar os horários de trabalho? Chame para uma reunião particular e procure entender e resolver o problema.

b) Por mais que ele (o chefe) permita uma relação de proximidade, imponha (sutilmente, claro) limites. Quando surgirem problemas, tanto você quanto ele podem adotar um tom pessoal demais na discussão, o que pode ser um erro, já que a corda sempre cede para o lado mais fraco. Ou seja, o seu.

Aqui temos novamente a questão do relacionamento profissional versus o relacionamento pessoal. No ambiente de trabalho é aconselhável sempre procurar manter certa distância profissional de certos assuntos, que podem ser tratados em detalhes durante o happy hour ou fora do horário. Muitas vezes perde-se tempo demais discutindo e conversando sobre assuntos pessoais, o que acaba tomando tempo precioso. Isso não quer dizer que deve-se apenas falar de trabalho, mais sim que deve-se saber qual é o limite do que deve-se falar ou não durante o trabalho.

c) Caso tenham afinidades ou amigos em comum, não há mal algum em fazer comentários pessoais. Mas seja discreto e tome cuidado para não parecer inconveniente nem puxa-saco. Se o chefe fizer a linha tirano, seja polido. Tentar uma intimidade forçada é uma humilhante perda de tempo.

Muitas vezes o tratamento com o chefe ou o funcionário é algo falso e só ocorre porque há algum interesse por trás. Porém este tipo de atitude não dura muito e é péssimo para a carreira, pois impede a construção de um relacionamento profissional sólido, sem contar os danos que tal atitude causa à empresa e ao trabalho. Por isso, opte pela discrição e pela imparcialidade sempre que possível, respeitando a hierarquia e o seu local no quatro de funcionários. Se não for com a cara do chefe mesmo, procure ter o mínimo de contato necessário para a conclusão das atividades do trabalho.

d) Reconheça seus erros, mas não exagere no arrependimento nem na culpa. A fala correta é "não foi um erro intencional, isso não vai ocorrer de novo e vou remediar o acontecido".

Assumir o que foi feito ou deixou de ser feito faz parte do profissionalismo, uma qualidade crucial para quem trabalha na área de computação. Infelizmente já presenciei situações onde alguém preferiu justificar o sério problema ocorrido colocando ênfase no ambiente, nas circunstâncias, nos comportamentos das pessoas ao invés de admitir o erro. Este tipo de comportamento mostra que a pessoa faz quase tudo para se safar e evitar uma punição por um problema que é de sua responsabilidade. Mais uma vez, optar pelo caminho da sinceridade sempre é a melhor solução, mesmo que isso gere um desligamento da empresa ou uma punição mais severa. Isso quer dizer que admitir o erro, e também a culpa, demonstra responsabilidade e é o primeiro passo no sentido de consertar o problema.

e) Procure evitar ao máximo deixar o seu chefe no escuro, ou seja, desfavorecê-lo ou colocá-lo em situações ruins. Este tipo de atitude dá a impressão de que você não está o suportando e que quer prejudicá-lo.

Aqui tem-se a questão da união da equipe. Por mais que você odeie o chefe, não aceite suas decisões ou não compartilhe suas opiniões, jamais deve prejudicá-lo ou desfavorecê-lo, especialmente na frente de clientes. Afinal de contas, todos pertencem à mesma empresa, e desavenças pessoais devem ser resolvidas pelos caminhos adequados, e não por atitudes que possam prejudicar a empresa. O relacionamento entre subordinado e superior nem sempre é fácil, requer tempo para que entre nos eixos e normalmente envolve a mudança de alguns hábitos por ambas as partes. Contudo, sempre há a possibilidade de se abandonar a chefia ou o subordinado e procurar outra pessoa para se trabalhar quando a situação se torna insustentável.

05. Processo de desligamento da empresa

a) Ao ser demitido

Receba a notícia com dignidade. Perder a cabeça com reações de pânico ou raiva não resolvem a situação. Procure saber o motivo da demissão. Se perceber a chance de reverter a situação (o que é raro), argumente. Senão, reflita sobre as razões da sua dispensa para melhorar seu desempenho no futuro. Comente a demissão com, no máximo, um ou dois colegas íntimos. Cuidado com observações levianas, que podem atrapalhar uma indicação. Recolha suas coisas o mais rápido possível e discretamente.

Essa é clássica: após ser desligado da empresa, o funcionário imediatamente reúne seus colegas de trabalho, comunica a notícia e espera que todos fiquem do lado dele, entendendo que ele está sendo prejudicado injustamente e que a empresa sugou tudo dele enquanto podia. E o pior: ele incita os demais colegas a se amotinarem visando prejudicar a empresa da pior formar possível.

Quem é desligado de uma empresa com certeza está sobre forte influência emocional, por mais que tal desligamento seja previsto e esperado. Isso quer dizer que o profissional pode ter as mais variadas reações: desde a completa revolta e hostilidade até o estado de choque e palidez. Geralmente o profissional de RH, ou quem quer que seja responsável pela notificação do desligamento, deve compreender a situação e procurar transmitir a mensagem de desligamento da forma mais pacífica e serena possível para justamente evitar reações emocionais descontroladas. Porém nem sempre é assim.

b) Demissão de um colega

Só se manifeste quando ele puxar o assunto. Diga o quanto lamenta e faça um comentário construtivo, como "você é um bom profissional, logo se recolocará". Seja solidário, mas não exatamente para criar um clima de "motim" na equipe.

Aqueles que ficaram devem tomar muito cuidado na compreensão e no entendimento de que o funcionário desligado está querendo. O correto é ser solidário, mas não ao ponto de prejudicar alguém ou gerar um clima de desconforto com os demais funcionários que continuam a trabalhar na empresa.

c) Ao pedir demissão

Comunique sua decisão à chefia com antecedência. Deixe claro que está saindo, mas não crie confusões e um clima que prejudique quem fica. Diga ao empregador e aos colegas o quanto foi bom trabalhar com eles e, se fizerem festa de despedida, escreva uma carta de agradecimento. Evite falar mal do antigo empregador, pois você pode precisar dele no futuro.

Se a decisão de desligamento da empresa partiu do funcionário deve-se tomar alguns cuidados para que o clima e o ambiente de trabalho não fiquem comprometidos. Deixe claro seus motivos e por que este foi o momento escolhido para tal desligamento. Faça o máximo para transmitir o conhecimento que só você detém, transfira suas responsabilidades e obrigações e evite esconder algo ou levar para casa algo da empresa sem permissão.

Já vi situações onde um desenvolvedor copiou todos os códigos fontes do sistema quando soube que foi demitido e saiu ameaçando a empresa. Este tipo de atitude só prejudica o profissional e, por mais que ele esteja indignado, jamais deveria ter feito a empresa ou alguém de refém. Isso pode gerar sérias complicações jurídicas além de manchar a reputação do profissional ao ponto do mercado reconhecer tal atitude e bloquear novas tentativas de recolocação.

Continuaremos com mais alguns tópicos importantes na próxima semana. Até lá!

November 27

Como se portar no local de trabalho - Parte 01

Por Mauro Pichiliani - iMasters

Olá, pessoal. A partir desta semana vou deixar um pouco a parte técnica de lado e comentar alguns aspectos e dicas de como se portar no local de trabalho, algo que é fundamental para um bom profissional da área de informática, assim como para qualquer área.

A idéia é mostrar algumas dicas que possam auxiliar aqueles que estão iniciando no mercado de trabalho e que ainda têm algumas dúvidas sobre como se portar em certas situações, além de fazer uma boa reciclagem para aqueles que já estão no mercado há algum tempo - relembrar é bom e, muitas vezes, necessário.

Infelizmente, a área de computação não é conhecida por ter os profissionais mais "amigáveis". Com certeza posso afirmar que já presenciei situações e comportamentos lamentáveis durante a minha carreira. E parece até que isso se "espalha" para outras áreas que trabalham com o meio digital.

Como tenho certa experiência em várias empresas, como colaborador, consultor externo, e outras modalidades de trabalho, sei o que é liderar uma equipe e também como conduzir um processo de seleção e de desligamento de um profissional. Por isso recomendo a todos que estão lendo este artigo e que trabalham em empresas, sejam elas agências de publicidade, provedores de conteúdo, produtoras, repartições públicas e outras, que fiquem atentos ao principal aspecto relacionado ao comportamento no local de trabalho: o bom senso. Isso quer dizer que cada local, independente da liberdade ou informalidade, requer um nível de profissionalismo básico e comportamento adequado para garantir o bom relacionamento e a convivência saudável com as demais pessoas da empresa, parceiros, clientes e outros.

Dito isso, vou apresentar algumas sugestões de como se portar em certas situações, focando no profissional da área de informática. O conteúdo deste artigo foi baseado em um texto publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009 na página Ce2 do caderno de Empregos. Vou dividir as sugestões em tópicos e quebrá-las em alguns artigos, ao invés de apresentar todo o conteúdo de uma vez só.

1. Sobre o relacionamento com as pessoas

a) Seja honesto em qualquer situação

Isso quer dizer que, muitas vezes, é preciso saber dividir igualmente certos recursos, saber balancear e dosar as atitudes de acordo com o contexto e sempre falar a verdade. Além disso, ser honesto implica que não se deve omitir certas informações ou se ausentar. O sistema parou de funcionar por que você pisou na bola e cometeu um erro? Seja honesto, assuma a culpa e esteja preparado para as conseqüências por pior que elas sejam. Pela minha experiência digo que a honestidade é um atributo que às vezes é difícil de se encontrar e funciona como uma via de duas mãos: se você quer que as pessoas sejam honestas com você, é preciso antes que você seja honesto com elas.

b) Nunca faça algo que você não possa assumir em público

Ah, esse remete ao clássico comportamento de omissão. Ainda mais com ferramentas como a internet que dão uma falsa sensação de anonimato. Se você quer ser um bom profissional, é preciso assumir o que fez e junto com isso carregar as responsabilidade e implicações dos seus atos. Aqui temos os famosos casos do "eu não mexi, parou de funcionar sozinho" ou do "já estava assim quando cheguei" que indiretamente estão mascarando o fato de a pessoa querer ser esquivar para evitar problemas.

c) Seja humilde, tolerante e flexível com colegas e chefia

Esse é outro item que é muito comum na área de computação, inclusive já abordado por mim em uma das colunas anteriores chamada de Humildade do Colunista.

Como a área de computação envolve muitos conceitos, métodos, técnicas e outros procedimentos complexos de se entender, muitos profissionais adotam uma postura arrogante perante aqueles que não conhecem tanto quanto eles. Isso traz muitos problemas de relacionamento que prejudicam não só as pessoas envolvidas, ao ponto de evitarem contato, como também a empresa de um modo geral. Porém, mudar esta arrogância é algo que não é fácil e não sai do dia para a noite: é preciso, gradualmente, adotar posturas mais humildes e avaliar como foi o tratamento das pessoas em certas situações.

Outro ponto importante aqui é a questão da tolerância e da flexibilidade. Todos somos humanos (assim espero) e erramos. Digo mais: erramos muito e vamos continuar errando. Por isso é preciso saber dosar ações corretivas e também entender o contexto, situação, argumentos, circunstâncias e recursos antes de condenar ou absolver. Por exemplo, é preciso ser tolerante quanto à qualidade de um programa se o responsável pelo seu desenvolvimento foi obrigado a trabalhar em um prazo considerado inadequado ou mesmo insuficiente para a execução de tal tarefa.

d) Ser ético pode significar, muitas vezes, perder dinheiro, status e benefícios

Ética. Essa palavra cada vez mais vem ganhando espaço na área de computação. Infelizmente ainda vejo pessoas que não têm a menor noção de como ser ético ou mesmo o que significa isso. Não sou especialista em ética, mas recomendo o ótimo artigo sobre isso escrito para o  iMasters pelo Thiago França, cujo título é Ética de um Gerente de Projetos.

Eu sei, eu sei, a ética as vezes é a última coisa a ser pensada, principalmente quando se fala em dinheiro, status e benefícios. Cansei de encontrar pessoas que não ligam para princípios morais quando se fala em mexer no bolso ou mesmo atrapalhar algo que já foi conquistado. Aqui não tem muito jeito: ser ético pode atrapalhar muitas coisas e gerar inclusive perdas materiais ou não, mas para aqueles que têm consciência nada vale mais a pena do que colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranqüilo.

e) Dê crédito a quem merece.

Nem sonhe em aceitar elogios pelo trabalho de outra pessoa. Cedo ou tarde será reconhecido o autor da idéia e você ficará com fama de mau-caráter.

Outro ponto comum na área de computação, principalmente quando se fala de software. Hoje em dia praticamente todas as soluções não são esforços individuais, mais sim a soma destes esforços que faz a roda girar. Isso quer dizer que se você utilizou algum software livre para a sua solução, você tem que reconhecer o esforço da comunidade. Alguém lhe ajudou a configurar o servidor em um ambiente que você não conhecia? Agradeça e diga que foi um trabalho em conjunto. Às vezes é comum ter uma pessoa apenas apresentando um resultado de um projeto e a audiência esquece que, por trás da pessoa falando, houve uma equipe que contribuiu para o resultado.

Mais um exemplo: utilizou um tutorial no Photoshop para criar aquela imagem na propaganda? Poste um comentário agradecendo o autor e comente com seus colegas onde aprendeu tal técnica. Colocou uma notícia no seu blog sobre algo legal? Não esqueça a fonte ou pelo menos citar como fez para obter o material. Foi o estagiário que teve aquela idéia genial? Faça questão de comentar com a equipe e com o cliente que o "pulo do gato" foi obra de um profissional que está começando na carreira.

f) Pontualidade vale ouro

Se você sempre se atrasar, será considerado indigno de confiança e pode perder boas oportunidades de negócio.

Aqui temos um conceito básico que muitas vezes é ignorado pelo brasileiro e é genuinamente reconhecido e admirado no povo britânico e oriental: a pontualidade. Sem entrar em detalhes do motivo de atrasos (trânsito, sono em excesso, problemas pessoais, etc) a pontualidade é algo que realmente marca o profissional, vide o exemplo que comentei na coluna Diário de um DBA.

Sei que existem situações e ocasiões onde o atraso não pode ser evitado. Mas a recorrência deste tipo de comportamento é péssima não só para a imagem do profissional, mas também para a empresa que este representa. Obviamente existem muitos fatores a serem considerados, mas a pontualidade é algo realmente básico e que muitas vezes separa um profissional relaxado de um profissional comprometido.

g) Respeite a privacidade do vizinho

É proibido mexer na mesa, nos pertences e documentos de trabalho dos outros. Devolva logo o que pedir emprestado.

Aqui temos embutido o conceito de intimidade. Com certeza existem ambientes mais informais onde é permitida certa invasão de privacidade. Porém existem limites a serem seguidos e que devem ser respeitados. Já presenciei situações onde aquele pacote de chocolate guardado para uma ocasião especial foi sistematicamente descoberto e usurpado por colegas de trabalho que achavam tudo engraçado. Com certeza isso pode gerar problemas internos, mesmo que a vítima leve na brincadeira tal ação. Cabe ressaltar novamente: o ambiente empresarial é diferente da sua casa. Certas brincadeiras e liberdades têm que ficar do lado de fora da porta da recepção e não dentro do departamento.

h) Faça o que disse e prometeu

Quebrar promessas é algo imperdoável.

As duas frases acima remetem ao conceito de comprometimento. É fácil falar que vai fazer chover e que isso é algo que você domina perfeitamente. Porém não se esqueça de que quando uma promessa é feita gera-se expectativa em quem recebeu a promessa. Quando uma promessa é quebrada essa expectativa é frustrada e se torna algo imperdoável, manchando a confiança e a capacidade do profissional. Aqui faço uma observação pessoal: eu, Mauro Pichiliani, já quebrei promessas e vou continuar a quebrá-las no futuro, pois, como disse anteriormente, todos erramos. Por isso procure sempre se lembrar dos riscos que vão junto à promessa e sempre procure adotar uma atitude mais pragmática quando expuser o que está prometendo.

Infelizmente muitas promessas são quebradas devido a fatores que estão fora do controle de quem fez a promessa, mas isso não diminui a culpa ou responsabilidade, pois este tipo de risco deve ser mencionado e devidamente priorizado. Por exemplo: após prometer que a manutenção iria ocorrer sem transtornos, o sistema parou de funcionar porque o Service Pack mudou o comportamento de uma funcionalidade de uma forma inesperada? Este tipo de situação possui várias saídas como, por exemplo, o teste do Service Pack em um ambiente controlado.

2. Sobre conversas ao telefone

a) Dê toda a atenção à pessoa que ligou

Nada de mascar chiclete, comer ou fazer qualquer tipo de barulho. A pessoa do outro lado da linha pode achar que você não está lhe dando a devida atenção.

Quando alguém liga para a empresa esta pessoa quer ser bem atendida e falar com quem pode resolver seu problema e ouvir o que ela tem a dizer. Por isso é imprescindível saber dar a devida atenção e procurar garantir o correto entendimento do que a pessoa está falando. Para quem recebe: seja compreensivo e procure ajudar a pessoa, mesmo que esta ajuda seja o encaminhamento da ligação para outra pessoa. Para quem liga: evite ir direto ao assunto e não se esqueça da saudação, cordialidade e educação ao telefone.

b) Em hipótese nenhuma chame o cliente de "querido(a)", "meu bem", "benzinho"

Aqui temos o aspecto do nível de intimidade no relacionamento entre o cliente e o profissional. Procure deixar tratamentos íntimos, piadas ou alcunhas para ambientes mais informais como o happy hour depois do expediente. Já presenciei situações onde o tratamento incorreto de pessoas no telefone, no caso um cliente, foram responsáveis pelo cancelamento de contratos e perdas significativas para a empresa. Tudo devido à falta de tratamento correto e à forma de comunicação entre quem está falando e quem está ouvindo.

c) Ao atender a telefonemas alheios, anote o recado

Escreva o nome da pessoa que ligou, o número do telefone, o assunto e a hora. Com letra legível, é claro.

Aqui temos a questão da organização. Quem ligou quer falar com alguém e esse alguém deve, de alguma forma, ser notificado desta ligação. Muitas vezes oportunidades são perdidas, problemas são agravados ou situações desconfortáveis são geradas pela falta de comunicação entre partes e com certeza quem está no meio da transmissão, ou seja, quem anota e passa o recado, pode ser responsabilizado de alguma maneira pelo problema gerado pela falta de comunicação entre as partes interessadas.

d) Evite, ao máximo, atender ao telefone durante uma reunião

A não ser que a ligação seja extremamente importante. Isso também vale para telefones fixos e celulares, que devem ser desligados ou colocados em modo silencioso antes de o encontro começar.

A dica acima parece básica, mas é comum uma reunião ser interrompida por um toque de celular escandaloso e que mostra a personalidade e o gosto do dono do aparelho. Evite utilizar toques muito altos, escandalosos, incoerentes com o ambiente e que possam não apenas quebrar a concentração dos participantes da reunião, como também indicar que você precisa de um som ou música nada discreta para receber ligações.

e) Não faça ligações pessoais demoradas

Principalmente se for namorar. Nem pense em brigar com filhos ou parentes pelo telefone. Todos estão sujeitos a ter de atender a um telefonema com alguém ao lado. Quando for inevitável, procure fazer com discrição. Nada de gestos, caretas ou comentários tapando o bocal do telefone. Pega mal e mostra que você não está dando à devida atenção e debochando do interlocutor.

Aqui vale a observação da discrição. O ambiente de trabalho deve ser utilizado em primeiro lugar para trabalhar, mas também pode-se ocasionalmente utilizar seus recursos para fins pessoais. Porém cabe aqui observar que a discrição e a brevidade devem pautar as comunicações, e os relacionamentos pessoais que não estão envolvidos diretamente com o trabalho devem ser deixados de lado temporariamente, salvo as exceções relacionadas a emergências e situações fora de controle que requeiram total atenção.

Comunicações que tomem um rumo hostil, como brigas, discussões acaloradas e pelejas, devem ser sumariamente deixadas para depois, pois basta levantar um pouco o tom de voz em uma ligação para que todos que estão em volta parem o que estão fazendo e fiquem "atentos" ao que se está falando no telefone e parem de se concentrar em suas tarefas. Se tal situação for inevitável, recomenda-se procurar um lugar isolado para continuar com a conversa como, por exemplo, uma sala de reunião vazia ou o banheiro.

g) Retorne ligações

Mesmo que você não conheça quem deixou o recado.

Novamente temos a questão do comprometimento. Se algum ligou para você, independente de quem seja ou qual for o assunto, é sua obrigação retornar a ligação, nem que for para dizer um local ou hora específico para tratar de um assunto. A comunicação é um fator crucial no ambiente de trabalho e nenhum profissional deve se dar ao luxo de ignorar um recado não atendido, seja qual for o motivo.

Na próxima semana falaremos um pouco mais sobre o assunto. Até lá!

November 04

Seleções precisam de menos personagem e mais personalidade, afirmam especialistas

Viviane Macedo
Em São Paulo

Algumas dicas podem ajudar, mas receitas prontas para processos seletivos bem-sucedidos, realmente não existem. Ter atenção, foco e conhecer o mínimo da empresa são pontos primordiais e precisam ser do conhecimento de qualquer profissional, mas quando o assunto é maneira de ser e agir, definitivamente, não há certo ou errado, afinal nunca se sabe qual é o perfil desejado pela empresa.

Bruna DiasApesar disso, é cada vez mais comum encontrar candidatos "robôs", com respostas prontas, mecanizadas e um tanto clichês. Quem afirma é Bruna Dias, consultora da DMRH. "O que acontece é que hoje, em algumas dinâmicas de grupo, todo mundo tem a mesma fala, o mesmo discurso e isso não é real. Um discurso consistente acontece quando a pessoa é ela mesma, passa segurança no que fala, mostra-se à vontade com relação a isso", aponta a consultora. Segundo ela, além de demonstrar a criação de um personagem, muitos profissionais acabam se prejudicando no processo, às vezes, deixando de ser o que realmente a organização esperava para aquela posição.


Com preparação, sem máscaras
Quem se prepara não precisa usar máscaras no processo seletivo - quando conhece a empresa ou, pelo menos, o básico sobre ela, o candidato se torna muito mais competitivo na seleção. "Antes de ter qualquer contato com a organização é importante fazer uma busca no site, ler sobre o concorrente dela, como ela está no mercado", explica Fábia Cristina de Barros, gerente da Foco Futuro, divisão do Grupo Foco. 

Personagens surgem justamente com a falta de preparo. Fábia garante que não saber sobre a companhia já é uma falha grave, mas não conhecer o próprio currículo é uma gafe maior ainda, que acontece muito hoje. "Não basta ter um currículo, é preciso conhecê-lo. As atividades desenvolvidas nas últimas empresas, os cursos que fez, quem deu, por que fez o curso, como ele agregou. Foi a uma palestra, então ter um motivo para isso, saber sobre o palestrante, suas ideias. Enfim, o candidato tem de ter sempre um conteúdo a mais para mostrar profundidade, envolvimento e não cair na armadilha de tentar ser o que não é", alerta.

Essa clareza no discurso vale muito mais do que qualquer mentira inventada para impressionar o selecionador. "Mentir realmente não vale a pena, porque se eu minto para entrar numa organização eu estou mentindo pra mim mesma. Além disso, vou ter de sustentar essa mentira por muito tempo, não compensa", diz Bruna.


Os processos hoje
Fábia Cristina de BarrosSegundo Fábia, hoje, as entrevistas mais comuns são por competências, o entrevistador busca fatos reais já ocorridos com o profissional, para conhecer um pouco mais sobre seu perfil e atitudes no dia a dia no ambiente de trabalho. "O selecionador pede, por exemplo, que o candidato conte uma situação onde teve de agir com criatividade para resolver um problema", explica Fábia. Ela afirma que a resposta tem de ser a mais natural possível e mesmo que tenha um caso negativo, o profissional pode colocar. "Um bom profissional se faz de erros e acertos. As pessoas tendem a mascarar as gafes da carreira achando que é um fator negativo, mas não é, desde que se tenha aprendido com isso", completa.

Outro alerta importante é com relação aos perfis. "Cada empresa tem uma necessidade, um estilo. Não existe essa história de perfil de trainee ser um, perfil para estagiário ser outro. Vai depender da empresa, do que ela espera de cada profissional", garante Bruna. A consultora explica que tentar se enquadrar a um perfil é um engano e o que tem de ser preservado em qualquer processo é a personalidade. "A preparação é devida, mas o candidato deve cuidar para não ser artificial. É preciso manter as características pessoais e imprimir a marca naquilo que está falando e não simplesmente reproduzir falas politicamente corretas", completa.

Algumas dicas sobre como ir bem em processos seletivos são sempre bem-vindas, mas seguir scripts não é a recomendação das consultoras. "Saber mais sobre seleções pode ajudar muito o profissional, mas ele precisa entender antes que as dicas existem apenas como um suporte, portanto é preciso filtrar e adequar àquilo que ele é de verdade - se existe segredo é esse, ser sempre você mesmo", finaliza Bruna.

October 29

gMail no Outlook 2007

Para configurar o Outlook 2007 para sua conta do Gmail:

  1. Ativar POP na sua conta do Gmail. Não se esqueça de clicar em Salvar Alterações quando terminar.
  2. Abra o Outlook.
  3. Clique no menu Ferramentas e selecione Configurações da Conta...
  4. Na guia E-mail, clique em Novo...
  5. Se você for solicitado a Escolher Serviço de E-mail, selecione Microsoft Exchange, POP3, IMAP ou HTTP e clique emAvançar.
  6. Preencha todos os campos necessários para incluir as seguintes informações:

    Seu nome: Digite o seu nome como você gostaria que ele aparecesse no campo De: das mensagens de saída.
    Endereço de e-mail: Digite o seu endereço de e-mail completo do Gmail (nomedeusuario@gmail.com).
    Senha: Digite a sua senha do Gmail.

    Definir manualmente as configurações do servidor ou tipos de servidor adicionais: Deixe essa opção desmarcada se desejar configurar automaticamente o Outlook 2007. Para configurar o Outlook 2007 manualmente, marque-a agora.

  7. Clique em Avançar. Se estiver configurando o Outlook 2007 automaticamente, está pronto! Clique em Concluir.
  8. Se estiver configurando o Outlook 2007 manualmente, selecione E-mail da internet e clique em Avançar.
  9. Verifique as Informações sobre o usuário e digite estas informações adicionais:

    Informações sobre o servidor

    Tipo de Conta: POP3

    Servidor de entrada de e-mails: pop.gmail.com

    Servidor de saída de e-mails (SMTP): smtp.gmail.com

    Informações de Logon

    Nome de usuário: Digite o seu nome de usuário do Gmail (incluindo @gmail.com).

    Senha: Digite a sua senha do Gmail.

    Exigir logon usando Autenticação de Senha de Segurança (SPA): Deixe essa opção desmarcada.

  10. Clique no botão Mais configurações... e selecionar a guia Servidor de saída.
  11. Marque a caixa ao lado de Meu servidor de saída (SMTP) requer autenticação e selecione Usar mesmas config. do servidor de entrada de e-mails.
  12. Clique na guia Avançado e selecione a caixa próxima de Este servidor requer uma conexão criptografada (SSL) emServidor de entrada (POP3).
  13. Marque a caixa ao lado de Este servidor requer uma conexão criptografada (SSL) em Servidor de saída (SMTP) e digite 587 na caixa ao lado de Servidor de saída (SMTP).
  14. Clique em OK.
  15. Clique em Testar configurações da conta... Depois de receber a mensagem Parabéns! Todos os testes foram concluídos com êxito, clique em Fechar.
  16. Clique em Avançar e, em seguida, clique em Concluir.

Parabéns! Você acabou de configurar o seu cliente para enviar e recuperar mensagens do Gmail.

October 13

O BRILHO DE TORNAR-SE UM LÍDER!

Por Roberto Shinyashiki

O brilho de qualquer bom líder é, justamente,conseguir unir as grandes habilidades de cada membro e elevar a autoestima de todos, para que satisfação, felicidade e qualidade de vida sejam os pilares centrais do cotidiano.

Quantas vezes você já não ouviu inúmeras pessoas clamarem sobre a importância do líder dentro das empresas? Sem dúvida ela é crucial. Empresas sem bons líderes dispersam-se na busca de seus objetivos, fazendo com que suas metas expirem.
O problema é que, nem sempre, as organizações têm líderes preparados. Muita gente é promovida sem treinamento e experiência e acaba gerando um nível de estresse em todos os membros da equipe. Isso porque, tornar-se difícil remar na mesma direção. É preciso entender que para ser um líder, antes de qualquer coisa, é necessário entender de gente. Não há escapatória, empresas são construídas por pessoas e não por máquinas. A princípio, recursos tecnológicos todos têm, mas a principal vantagem competitiva é o valor que cada um de nós pode agregar à organização, ao seu trabalho e à comunidade. Por isso, insisto que o líder é um profissional capaz de destacar e "retirar" as melhores qualidades de cada indivíduo e transformá-las em resultados.
Simples? Nem tanto, se fosse assim, teríamos um mercado saturado de profissionais imperdíveis. Por que é tão complicado encontrar excelentes líderes? Porque, quase sempre, não formam equipes independentes e criativas. O brilho de qualquer bom líder é, justamente, conseguir unir as grandes habilidades de cada membro e elevar a autoestima de todos, para que satisfação, felicidade e qualidade de vida sejam os pilares centrais do cotidiano.
O que faz, então, de um líder especial?

1- Conhecer o negócio da empresa
Quando o líder conhece as metas, desafios, fragilidades e os pontos fortes da empresa, pode criar na equipe a consciência da necessidade da vitória e, por isso, o comprometimento com a mudança. Assim, conhecer o negócio da empresa significa ter competência para intuir, imaginar, farejar novos negócios e também os obstáculos que irão aparecer no meio do caminho. O líder-campeão sabe do que as pessoas vão precisar, antes que elas mesmas saibam. Suas palavras motivam pelos fatos, suas idéias são baseadas na realidade, as hipóteses fazem parte das reflexões e suas ações são alinhadas com a organização.

2- Administrar o presente enquanto cria o futuro
O verdadeiro líder sabe que o barco não pode parar para construir o futuro. Por isso, trabalha sintonizado com as três dimensões do tempo: o passado, para não repetir erros já cometidos; o presente, porque é nessa dimensão do tempo que as ações acontecem; e principalmente, o futuro, pois sabe que nele se encontram todas as ameaças e oportunidades.
Assim, o líder-campeão administra a evolução de sua empresa e, ao mesmo tempo, cria a solidez necessária para realizar a revolução que levará o seu negócio ao pódio! Sabe identificar problemas não previstos, decodificar os emergentes, corrigir os já existentes e analisar o desempenho da equipe, não perdendo de vista os objetivos a serem alcançados (respeita o planejamento).

3- Transformar ameaças em oportunidades
O líder-campeão tem a capacidade de dar o salto no escuro. Enquanto as pessoas se sentem perdidas diante dos obstáculos, ele sabe criar novas oportunidades. Quando os outros dizem que não há solução, ele fica ainda mais estimulado a utilizar a sua criatividade para inventar uma nova maneira de vencer o desafio. O campeão se alimenta dos desafios que encontra pela frente, porque não tem medo do desconhecido.
Quando eu era criança, morava em Santos e, sempre que podia, assistia aos treinos do maravilhoso Santos de Pelé. Havia um detalhe do treinamento que chamava muito a minha atenção: Pelé era sempre o último a sair. Depois que os outros iam embora, ele continuava treinando cobrança de faltas, cabeceio, e eu não conseguia entender por que ele agia assim se já era considerado o melhor jogador do mundo. Muitos anos depois, entendi: ele era o melhor do mundo justamente porque fazia aquilo.

4- Criar paixão por resultados
O líder-campeão sabe que a empresa cresce com os bons resultados. Sabe que a sua equipe vai aumentar a autoestima à medida que conseguir o aprimoramento da sua performance. Atua em relação aos colaboradores da mesma forma que o treinador de um time de atletas olímpicos, ou seja, estimulando todos a superar os próprios limites.
Para o campeão, a palavra “empregado” está fora de moda, ele quer pessoas que colaborem, vibrem com o trabalho, parceiros, gente que tenha paixão por vitórias. O seu negócio é produzir resultados a partir de seres humanos motivados, porque são eles que fazem a imagem da empresa. Para motivar seus colaboradores e criar a chamada paixão por resultados, os campeões propõem treinamentos específicos, oferecem prêmios por resultados, aperfeiçoam as condições de trabalho e conseguem a participação de todos!

5- Facilitar o aparecimento de novos líderes
Dentro de cada um de seus colaboradores existe, frequentemente adormecido, um campeão. O líder-campeão sabe ver as fortes árvores escondidas no cerne da semente. Onde os outros vêem mais um office-boy, ele consegue enxergar um futuro gerente.
O líder-campeão tem prazer em trabalhar com pessoas competentes, por isso abre espaço para que os membros de sua equipe assumam responsabilidades e sempre comemora o crescimento dos seus colaboradores.
Para uma empresa crescer, é necessário que os seus colaboradores cresçam primeiro e isso só é possível a partir de um programa de evolução permanente. Empresas-campeãs são formadas por seres humanos campeões. São as pessoas conscientes, motivadas, treinadas, competentes e participantes que constroem cada uma das vitórias!

6- Criar equipes integradas e comprometidas
Um time não significa apenas a união de bons jogadores, assim como o casamento não é simplesmente a união de duas pessoas. Na empresa, assim como no casamento e nos esportes, todos precisam desempenhar muito bem o seu papel para obter o melhor resultado. A falha de um dos elementos da equipe compromete a imagem da organização. E a imagem de uma empresa geralmente é criada pelas pessoas de menor nível hierárquico. A camareira é talvez a maior responsável pela impressão que o cliente tem do hotel, assim como a aeromoça, o garçom, a enfermeira e a recepcionista definem a imagem de suas empresas.
Os verdadeiros campeões sabem orientar e acompanhar o seu time, pois estão conscientes de que dependem dele para alcançar as mais importantes vitórias.

7- Evoluir sempre
O problema não é o seu objetivo, mas sim a maneira como você procura alcançá-lo. A sua vida muda quando você muda! Se você quer que os seus resultados mudem, você tem que mudar antes. A sua capacidade determina o tamanho das suas conquistas. Por isso, o líder-campeão adora vitórias, não para receber elogios, mas para conhecer a sua força.
Estar vivo é estar em permanente evolução! Por isso, deixe o passado para trás, seja ele feito de vitórias ou derrotas. No caso das derrotas, o líder-campeão analisa seus erros, faz um novo projeto e tenta mudar os rumos de sua empresa. Quanto às vitórias, elas existem para serem comemoradas, mas jamais devem estimular a acomodação, do tipo "Já ganhei mesmo, agora posso descansar". O líder-campeão sabe que a concorrência está sempre à espreita e subestimá-la é o primeiro passo para perder o lugar. Para fazer novas conquistas, é preciso deixar para trás as velhas, que já não são mais úteis.
Crescer é difícil, mas o campeão adora esse tipo de trabalho. Ele está sempre expandindo os seus horizontes, reavaliando suas atitudes e tem uma maneira quase poética de viver. Ele sabe que as melhores conquistas são aquelas que trazem a paz de espírito, por isso preza mais a sabedoria do que a genialidade.
Pronto, você já tem o mapa do tesouro completo em suas mãos. A partir deste momento, o compromisso é somente com você mesmo. Sempre que tiver uma meta muito difícil de realizar, lembre que a vida é a doce arte de transformar o impossível em realidade. Por isso, não permita que ninguém destrua seus sonhos. Vá atrás deles, pois eles definirão o tamanho da sua vida.
Você já conhece os pontos fracos das empresas e os novos desafios dos líderes, portanto, está consciente da caminhada. Como dizia o poeta: "Caminhante, não existe caminho. O caminho se faz ao caminhar".

Um abraço,

Roberto Shinyashiki

September 29

"Ciclo de Vida do Cliente para Empresas de Serviços"

Fonte: Anderson Hernandes

Muitas coisas nas nossas vidas têm começo, meio e fim. Infelizmente isso se aplica também à nossa própria existência como indivíduos. Quando alguém morre, podemos dizer nada mais pode ser feito. No entanto, esse conceito foi sabiamente aplicado em marketing se fala de clientes. Os clientes não nascem facilmente e demandam esforço para iniciar seu ciclo de vida, mas também não são eternos e esse ciclo pode ser rompido. Porém, diferentemente das pessoas, o cliente pode ser ressuscitado.
O conceito de ciclo de vida do cliente nos ajuda a entender como é possível aumentar a lucratividade da empresa e a sua participação de mercado. Muitas empresas investem alto na prospecção de novos clientes e desapercebem que esses clientes estão entrando por uma porta e saindo por outra. Perder um cliente não deve ser aceito com base no raciocínio de que enquanto há mais clientes entrando do que saindo há sucesso, porque isso, na realidade, demonstra que existe algo de errado com a organização. É quando perdemos um cliente ou nos desfazemos dele, que seu ciclo de vida se interrompe. 
É importante mencionar que os motivos que levam nossos clientes a deixarem nossa empresa nem sempre estão diretamente ligados aos problemas com a qualidade do atendimento. Muitas vezes, o problema está na percepção do cliente em relação aos nossos serviços, aos preços praticados incompatíveis com sua capacidade financeira ou até mesmo porque o cliente não faz parte do público alvo da sua empresa.
Diante disso, o desafio da empresa de serviços é gerar valor para o cliente de forma a criar um relacionamento que possa fazer perdurar seu ciclo de vida na organização. Se, em algum momento, alguma das partes perder o interesse em manter o relacionamento, esse possivelmente será rompido. Portanto, para mantermos o relacionamento com nossos clientes é fundamental que invistamos nele, proporcionando experiências agradáveis que gerarão satisfação.
O relacionamento estreito com o cliente está diretamente relacionado com a boa comunicação. Isso atua diretamente em sua mente. Por exemplo, é comum que empresas de serviços atrasem a execução de algumas etapas do serviço. Tais atrasos são motivados por fatores que o profissional não pode controlar. A ausência de feedback muitas vezes é considerada pelo profissional como algo comum, até porque ele está acostumado com tais atrasos. Mas o cliente ainda está muito sensível a isso e, não raro, sente-se inseguro quanto aos serviços prestados e passa até mesmo a questionar a confiabilidade do profissional. Tudo isso poderia ser evitado se o profissional proativamente mantivesse o cliente bem informado sobre tudo que se passa em relação ao andamento do serviço.
Quase tudo o que envolve o ciclo de vida do cliente está relacionado com detalhes, por isso as empresas de serviços devem sempre investir em aprimoramento. No entanto, preciso concordar que não é nada fácil para essas empresas se manterem atentas a eles, pois falta, na maioria dos casos, uma postura voltada para o marketing. Sobre isso, muito se fala a respeito, mas, na realidade, pouco se sabe.


September 28

O que é motivação

Motivar sua equipe de vendas é coisa séria, que requer planejamento e estudo aprofundado da equipe.

Por Ricardo Veríssimo

O que é motivação?

Conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordens fisiológicas, intelectuais ou afetivas, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo, despertando sua vontade e interesse para uma tarefa ou ação conjunta.

Fonte: Portal do Marketing.

Motivação é um processo que acontece de dentro pra fora. Ou seja, depende do que cada indivíduo deseja, do que o motiva a comprar, a trabalhar melhor, a vender etc.

Um plano de motivação precisa ser antes de tudo direcionado. É preciso saber qual a meta a ser atingida com a ação motivadora.  Quando vamos implementar um plano de motivação para uma equipe de vendas, precisamos conhecer a equipe, saber o que motiva cada indivíduo e saber que um pode ser motivado por dinheiro e outro não. Para isso é bom conhecer a pirâmide de necessidades de Maslow.

Maslow define uma hierarquia das necessidades humanas. Em ordem crescente que começa na base da pirâmide e termina no topo, as necessidades são numeradas em ordem crescente, das básicas (base) às avançadas (topo).

  • 1. Necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • 2. Necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
  • 3. Necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos, tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • 4. Necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
  • 5. Necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: “O que os seres humanos podem ser, eles devem ser: eles devem ser fiéis à sua própria natureza!”.

A motivação para melhoria do desempenho

Motivar é uma forma de mudar a atitude de um individuo através de um estímulo. Para mudar uma pessoa, você precisa conhecer quais são seus ideais, planos de vida etc.

Dinheiro é sim um fator motivacional para equipe, mas não é o único e depende do quanto as suas necessidades, respeitando a escala, foram saciadas. Existem outras formas de motivação melhores, como treinamentos, palestras, prêmios e metas.

Plano de motivação

Na implantação de um plano de motivação para sua equipe, não esqueça dos fatores e dicas abaixo:

  • As metas podem ser inteligentes e desafiadoras, mas devem ser possíveis;
  • Deixe sempre que cada um encontre sua forma de chegar, ou seja, seu caminho;
  • Acompanhe a equipe constantemente, ouça e dê feedback da performance geral e individual;
  • Dinheiro é importante, mas um elogio público pode ser mais valioso para o funcionário;
  • Tenha regras claras e transparentes;
  • Ofereça uma forma do vendedor procurar ajuda especializada (um consultor externo, professor etc);
  • Identifique e gerencie a orientação motivacional dos seus colaboradores;
  • Faça uso das emoções e dos sentimentos para motivar e comprometer.

Espero ter mostrado que motivação não é brincadeira e bagunça, não é bater palmas e contar músicas, não é dar pulinhos, gritinhos e muito menos brincar de roda com os vendedores.

Sim, tudo isso pode ser usado, mas com um objetivo, uma meta, muito bem organizado e planejado. Palavras não mostram quem você é na totalidade; mas suas atitudes sim. Chamar funcionário de colaborador e tratá-lo como um senhor feudal não adianta nada.

Terminamos aqui este artigo e espero que tenham gostado. Críticas, sugestões, dúvidas e propostas são bem-vindas sempre. Até a próxima, um abraço e fica a frase da vez.

Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.
Martin Luther King

Referências bibliográficas

Pirâmide das Necessidades de Maslow

September 25

Qual o perfil profissional que a metodologia ágil precisa?

Por Denis Ferrari - iMasters

Depois que Agile se tornou a palavra do momento, muitas pessoas foram em busca de entender os acrônimos do meio como TDD e BDD. Mas o importante na metodologia ágil não é a linguagem, técnica ou ferramenta adotada. O mais importante é que a pessoa que utilizará a metodologia tenha o perfil adequado para ela.

Depois de algumas experiências, levantei algumas características que considero ideais para os profissionais ágeis (profissionais que usam a metodologia ágil). São elas:

Experiência

Não acredito que seja necessária muita experiência profissional, mas a beleza da metodologia ágil é que ela resolve os problemas que tínhamos no modelo tradicional de desenvolvimento, ou seja, alguém que nunca trabalhou na vida com cascata, dificilmente irá entender os porquês da metodologia ágil. Não é necessária muita experiência, mas é desejado que o profissional já tenha trabalhado em alguns projetos.

Ter os valores do manifesto ágil

Se o profissional não entender e não acreditar nos valores do Manifesto Ágil, de nada vai valer sua participação na equipe. Essa metodologia não funciona por imposição. O profissional deve ter os valores, antes das técnicas.

Comprometimento

Todos os integrantes da equipe devem estar comprometidos com o projeto, ou seja, fazendo tudo que for possível para que ele seja entregue no prazo e com qualidade. Não existe horário ou cargo; o objetivo principal tem que ser alcançado.

Boa comunicação

Em equipes ágeis a comunicação é constante, todos os membros da equipe devem estar informados sobre tudo o que está acontecendo no projeto, mesmo que não seja sua área de especialidade.

Várias técnicas usadas na metodologia ágil exigem boa comunicação; pessoas introspectivas podem encontrar dificuldades nas cerimônias do Scrum, por exemplo.

Desapego a funções

O profissional ágil faz o que o projeto precisa, mesmo que essa não seja sua "função" definida. É claro que todo profissional tem suas especialidades e em equipes ágeis isso não é diferente, porém, você não ouve da boca de um profissional ágil a frase: "Não fui contratado pra isso" ou "Essa não é minha função".

Busca contínua por conhecimento

Essa deveria ser uma característica de todos os profissionais de TI, mas é imprescindível em profissionais ágeis. O profissional ágil está sempre buscando melhorar suas técnicas e revendo seus valores.

Organização e autogerenciamento

Um profissional ágil deve ser capaz de organizar suas tarefas e seu tempo, buscando sempre cumprir suas metas diárias. Este tipo de profissional não é dependente da figura de um gerente.

Bom ambiente de trabalho

Remuneração, geralmente, não é o fator crítico de permanência desse tipo de profissional na equipe. O ambiente, os projetos e as pessoas envolvidas são os fatores que mais motivam esse perfil.

Esse tipo de profissional busca qualidade de vida, e é claro que ele tem que receber uma remuneração que permita que ele tenha essa qualidade, afinal de contas, quantos profissionais vocês conhecem que atendem a todas as características que citei?

Espero ter mostrado que não é qualquer perfil de profissional que funciona em metodologias ágeis. Se você é um gestor, deve direcionar o perfil desejado corretamente no seu processo de recrutamento, pois tudo começa com as pessoas.

September 18

Clientes não são clientes, são parceiros!

Por Denis Ferrari -

O objetivo desse texto é direcionar uma linha de pensamento que acredito ser ideal em contratações de serviço de TI, onde o mais importante é ajudar o cliente e não fazer o que você foi contratado para fazer.

Quantas vezes nos deparamos com a situação onde o cliente solicita que façamos algo que não é a melhor solução (ou solução mais viável) e temos que convencer o mesmo que aquele não é o melhor caminho? Aí eu pergunto, sabemos realmente qual é o melhor caminho?

Dificilmente o cliente irá discutir fatores técnicos com a gente, mas quando se trata de negócio saber ouvir os argumentos do cliente é a melhor saída.

Trabalhei algum tempo em empresas onde vi pessoas criticando pedidos dos clientes e reclamando muito, aí eu penso, se você não conseguiu convencer que a sua idéia era melhor, talvez precise melhorar seu poder de persuasão ou sua idéia não é tão boa assim. Independente do problema, aceitar uma solução sabendo que ela é errada é antiético.

Parceria não é concordar sempre, ser parceiro do seu cliente implica em sempre mostrar o melhor caminho com argumentos válidos se preocupando mais com o impacto da idéia no negócio dele do que no seu. Não é dar uma idéia pensando em vender um serviço, é dar uma idéia pensando em ajudar no serviço do cliente.

Parceria não é fazer o que o cliente quer, é fazer o que ele realmente precisa, mesmo que isso seja sinônimo de recusar projetos.

Parceria com o cliente não é só compartilhar os momentos de sucesso, é ajudar a apagar incêndios deixando a cobrança de horas extras e renegociações de contratos para o momento certo.

Não é só chamar o cliente de parceiro, é realmente acreditar na parceria e pensar que o crescimento do seu cliente é o seu crescimento também.

Clientes não são só portfólio, são empresas em que você fez a diferença e quando elas forem pensar na história da empresa perceberão que existe uma linha que divide antes e depois da sua prestação de serviços.

Algumas pessoas podem achar esse texto apaixonado e que essa minha visão não é comercial, porém comigo sempre funcionou e eu nunca saí para vender um projeto. Indicações são a melhor forma de venda.

Abraços!

Para complementar esse texto veja também:

Comunicação com o cliente

September 16

A abordagem de vendas

O sucesso começa na chegada.

Por Ricardo Veríssimo

Abordar o cliente é um passo importantíssimo na venda - é o momento em que você pode conquistar a atenção do cliente ou perdê-la. Quem aqui já deixou de comprar por ser mal recebido pelo vendedor?

Uma abordagem bem feita é parte de uma venda fechada… ao contrário do que aconteceu comigo ao ser atendido por um vendedor em minha empresa.

Ele chegou com jeito de quem vinha correndo, suado, aparentemente apressado. Ao me cumprimentar, disse que estava atrasado, pediu desculpas por ter vindo correndo pois o dia estava uma loucura.

Em seguida comentou que ainda tinha que atender outro cliente grande, onde não poderia chegar atrasado.

Ele cometeu muitos erros, vamos pautar abaixo alguns:

1. Chegar correndo. Não se chega correndo para vender nada. O mesmo vale para entrevista de emprego, onde você vende seu potencial de trabalho;

2. Justificar o injustificável. Não tente justificar uma falha, pois você acaba a realçando ainda mais. E caso o cliente não a tenha percebido, vai passar a perceber. Não vai ajudar, só piorar.

3. Atenda o cliente e dê a atenção toda a ele. Jamais faça o que este vendedor fez - lembrar da importância de outro cliente. Pode parecer que o outro é melhor que o atual. Aqui o vendedor diz que não pode chegar atrasado ao cliente grande. Ou seja, usa de comparação, mesmo sem perceber.

4. Apresentação. No momento da abordagem tenha a preocupação de se apresentar primeiro. O seu cliente precisa saber seu nome, função e de onde você veio. Ele pode estar esperando outra pessoa no mesmo horário.

Abordagem

Vamos citar algumas dicas que podem ajudar na abordagem:

1. Chegada. Cumprimente o cliente com entusiasmo, para que ele sinta que é importante para você. Diga quem você é, de onde veio. Primeiro cumprimente para depois falar do produto.

Tenha em mente que o cliente tem as seguintes perguntas:

  • Não sei quem você é
  • Não conheço a sua empresa
  • Não conheço os produtos e serviços de sua empresa
  • Não conheço o que sua empresa representa
  • Não conheço os clientes de sua empresa
  • Não conheço a história de sua empresa
  • Não conheço a reputação de sua empresa
  • E o que mesmo você está querendo me vender?

2. Observe. Olhe o ambiente onde o cliente trabalha, observe o jeito de falar ou vestir do cliente. Preste atenção em coisas que possam ajudá-lo a saber se o cliente é uma pessoa mais formal ou informal;

3. Estabeleça a comunicação. A comunicação pode estar adequada ao que se observa do cliente. Se é formal, nada de falar de futebol e coisas do gênero. Evite fazer perguntas que possam ser respondidas com palavras simples (sim e não), pois não ajudam a criar um dialogo;

4. Avalie a necessidade do cliente. Geralmente se você souber avaliar com calma e ouvir, o próprio cliente irá conduzir ao assunto, deixando para você balizar um andamento, dentro de seus objetivos.
Estas frases podem situar você sobre como conduzir a conversa para fechar a venda:

  • Eu queria
  • Eu gostaria
  • Eu necessito
  • Eu tenho que
  • Eu poderia
  • Eu preciso
  • Eu posso
  • Eu quero
  • Eu desejo
  • Eu vou

5. Tempo. Não apresse o cliente e nem fique prolongando a conversa; você pode irritar e perder o cliente. Dance conforme a música - se for lenta, seja lento, se for agitada, seja agitado. O bom vendedor deve estar preparado para isso.  Não tenha pressa em falar do produto - se seu cliente quiser perder meia hora para falar de futebol, família ou política, deixe-o falar, pois ele quer avaliar você antes de comprar.

Tipos de abordagem

Existem várias formas de abordagem, que podem ser usadas conforme as necessidades. Veja em ordem de importância:

  • Benefício: informar o benefício da oferta e ver se o cliente está interessado;
  • Curiosidade: oferecer um benefício que apele para a curiosidade do cliente;
  • Pergunta: abrir a entrevista de vendas com uma pergunta para obter a atenção e interesse do cliente;
  • Elogio: usar uma expressão sincera de apreciação para obter a entrevista de vendas com o cliente;
  • Referência: usar um nome de um cliente atual como referência;
  • Pesquisa: oferecer-se para fazer uma pesquisa para o cliente para determinar se o vendedor pode ajudá-lo;
  • Introdutória: dar apenas o nome do vendedor e o nome da empresa para o cliente;
  • Showman: Usar atitudes dramáticas e pouco comuns para obter a atenção e interesse do cliente;
  • Entrega o produto: coloca a oferta nas mãos do cliente com pouca ou nenhuma explicação;
  • Brinde: dá ao cliente um presente simbólico pela entrevista;
  • Choque: coloca “medo” no coração do cliente.

Planejamento estratégico

O planejamento estratégico é muito importante para a conquista de novos clientes, usando a abordagem de vendas. Sem planejamento, aliado à estratégia e metas, não é possível chegar ao resultado de forma eficiente.

Alguns podem pensar: “Eu sempre cheguei ao resultado sem planejamento estratégico”.

Não, não chegou. No fundo você fez um planejamento estratégico sim, mas baseado no conhecimento empírico e sem se dar conta disso. É como a criança que está aprendendo a andar - ela passa por algumas etapas, como engatinhar, andar apoiando-se, andar com passos curtos e finalmente andar. Faz isso sem planejamento e atinge o resultado.

A importância de saber quais são os passos para chegar a caminhar com desenvoltura em qualquer área é de suma importância, pois sabendo melhorar as etapas, melhoraremos com toda a certeza o resultado final. A melhor forma de resolver qualquer questão é pela divisão em partes. Dividir para conquistar, como dizia Napoleão Bonaparte.

Críticas, sugestões, dúvidas e propostas são bem-vindas sempre. Até a próxima e fica a frase da vez:

Você nunca fecha uma venda, na realidade você abre uma relação a longo prazo.
Dennis Waittley

Referências Bibliográficas

I. Plano de Vendas. Carvalhais, Roselaine dos Santos; Angela Ramalho Patto; Sebrae-MG - 2007.
II. Os bastidores da internet no Brasil. Eduardo Vieira
III. Ciclo de Vendas. Vitor Hugo A. Toss – Gestão de Vendas

September 11

Nuvens do futuro

Por colaborador (Especial para a PC Magazine)

por Eduardo Caprarolo (*)

Você tem ouvido o termo “cloud computing” ou “computação na nuvem” nos últimos tempos. Mas o que há de tão interessante nisso? É realmente uma novidade tão importante que afeta nosso dia a dia? A resposta curta é sim. A computação na nuvem reúne várias tecnologias que você vem utilizando de diversas formas há um bom tempo e não tem do que se preocupar.

Existem várias definições, das simples até as complexas, passando, como sempre, pelas fantasiosas e as inverossímeis.  Algumas delas dão a idéia prática e simples: armazenar informação em datacenters e poder usar programas remotos para manipulá-la (Google, Amazon, Microsoft etc). Isso é verdadeiro, mas também deixa de fora a parte mais interessante. Para isso vamos tentar explicar “o que tem na nuvem”.

Computadores pessoais têm ganhado mais potência, ao mesmo tempo em que caíram de preço. De fato os processadores são mais potentes, as memórias mais baratas, tendência que vem se repetindo dia após dia. Mas, dentro do conceito de cloud computing, já não importa ter ou não um dispositivo tão potente.  A “nuvem” fará isso por você, veja o por quê a seguir.

Cloud Computing e Grid Computing (Grade de Computadores) são tecnicamente difíceis ou impossíveis de diferenciar. Porém, Grid Computing chega mais perto da realidade técnica.  Uma grade de computadores trabalhando em conjunto. Inteligência (ou capacidade de processamento) e Memória (ou capacidade de armazenamento) distribuída (grid) num sistema interconectado.

Isso inclui o processador do seu modem ADSL, seu computador pessoal, seu celular, o gateway de sua empresa, o switch do datacenter, os milhares de servidores da Google e todos os aparelhos que de alguma forma se interconectam na Internet e assim de fato formam a “nuvem”.


O conceito na nuvem

Assim como o sistema operacional de muitos usuários é o Windows, muitos roteadores residenciais usam Linux, muitos celulares suportam Java, etc. Isso lhes permite comunicar, processar e armazenar informação.

O interessante do conceito cloud computing é que cada vez é menos importante “onde” você faz algo. Vamos analisar um exemplo hipotético, mas muito simples de implementar.

Seu modem residencial conecta-se a internet, sua TV a cabo se conecta ao seu novo aparelho HDTV com “memória para gravar filmes” e seu computador acessa via rede wireless todos eles.

Você precisa escrever um texto, tal qual escrevo agora. Para isso você pode acessar o processador de textos on-line (google docs ou outro do tipo), começar a digitar no teclado de seu notebook e armazenar na memória da TV.

Digamos que você não terminou o texto até a noite (algo bem provável no meu caso) e no dia seguinte você deseja continuar ele, mas estando no seu escritório. A “nuvem” permitirá a você usar o mesmo processador de texto on-line e continuar o texto que ficou armazenado no disco rígido da sua TV em casa.

Uma vez terminado, você mesmo disponibiliza seu texto ao público, que não vai acessar diretamente a memória de sua TV, mas sim a partir de um blog em algum datacenter de baixo custo.

O interessante do exemplo é que praticamente todas as peças são intercambiáveis. O processador de texto pode rodar tanto no seu PC, no servidor do datacenter ou no seu roteador (de fato o sistema operacional do roteador suporta vários processadores de texto, inclusive para “configurar o próprio roteador”.

Se isso não lhe deixa à vontade, procuremos outro exemplo do dia a dia, a TV Digital. Sua TV costumava se conectar a um “decodificador”, agora utiliza algo mais avançado um “set top box”. Inclusive algumas TVs já tem o set-top box incluído no seu hardware. Você pode selecionar um filme, programar o que deseja ver e, algo quase milagroso, avançar um filme.


A nuvem na TV a cabo

O que tem a ver isto com computação na nuvem? Sua TV tem capacidade de processamento e memória conectada aos servidores do provedor de TV a cabo.  Os métodos de transmissão de vídeo utilizam um buffer (uma pequena porção do vídeo é armazenada no dispositivo receptor antes de ser apresentada na tela). Se o buffer é grande ou pequeno dependerá do desenho e da aplicação específica.

Você usa o controle remoto, mas tecnicamente é possível usar um PC ou o celular 3G. Escolher a programação, digitar seu endereço ou usar um processador de texto para fazer o exemplo anterior é exatamente o mesmo. Depende do que seu provedor de TV ofereça como serviço. De praxe ele deixa de ser um provedor de TV para ser um provedor de serviços, seja isso um vídeo, uma aplicação online, um armazenamento de fotos, etc.

Como vai afetar as nossas vidas no futuro imediato? De uma forma prática você pode esperar mais liberdade, deixando de se preocupar tanto pela capacidade dos dispositivos que você possui e se importando mais pelo que você pode utilizar da nuvem.

Ver, ler, escrever, compartilhar informação, se tornam processos mais naturais, já que os dispositivos se integrarão automaticamente à nuvem, seja para procurar uma palavra num dicionário como para modificar a sua seleção de filmes.

Você já é parte da nuvem. E não tem mais como descer dela!

Sua marca digital

Por  Roberto de Jesus Oliveira - iMasters

É muito importante estar presente nos canais de mídias sociais. Um blog corporativo com conteúdo original e atraente agrega muito valor à marca da sua empresa. Dialogar diretamente com seus clientes em um ambiente menos hostil e mais verdadeiro é uma grande vantagem competitiva.

 

Neste universo, é preciso estar atento às intenções de cada post, tweet ou vídeo; seus clientes querem conteúdo relevante e respostas para problemas cotidianos, não propaganda! A televisão está cheia de propagandas e nos acostumamos com elas lá, mas a expectativa dos consumidores na internet é justamente pular esta etapa.

Planeje antes de lançar a sua marca na Internet. Pense em tudo, monitoramento, ações positivas, preventivas, estratégias e sempre trabalhe com a sinceridade e relacionamentos.

Esteja atento aos itens abaixo:

  • No seu Blog, YouTube ou outros sistemas que envolvam comentários, nunca deixe de ler e responder aos comentários. Isso faz com que o cliente perceba a importância de opinar e descubra um novo canal de comunicação.
  • No Twitter, permita que todos o sigam, mas tenha sempre um critério para seguir as pessoas; o importante é que você fale apenas com aqueles que realmente se interessam pelos assuntos da sua marca.
  • Crie perfis oficiais de sua empresa no Orkut, Facebook e outros; isto vai impedir que perfis fakes respondam como se fosse você, criando confusão com o nome da sua empresa.
  • Promova discussões relacionadas à sua marca na Internet.
  • Divulgue sempre conteúdos originais e informativos em seu site e em outros canais de mídias sociais.

Conclusão

Lembre que a sua empresa precisa de um planejamento de webmarketing efetivo e eficaz para conquistar seus clientes internautas. Fazer com que as pessoas vendam a sua marca e indiquem seus produtos é o "boca a boca" eletrônico. Fique atento ao que falam sobre a sua marca na Internet. Não deixe uma pergunta sem resposta e boa sorte.

September 10

Escrituração Digital no Brasil

 
Por Fernando Souza Filho

 

 

O Brasil é líder em alguns segmentos da tecnologia da informação. Votação eletrônica e declaração de imposto de renda pela internet são apenas dois bons exemplos onde o nosso país é referência mundial. Com a entrada da segunda fase do SPED, Sistema Público de Escrituração Digital, oficializado pela Lei 6.022/07, nas empresas que fazem apuração pelo lucro real e têm sistema diferenciado de tributação, foi dado mais um passo para consolidar essa posição.

O SPED substitui os registros fiscais em papel por arquivos digitais. Notas fiscais, livros contábeis e conhecimentos de transporte já começam a ser enviados em forma de arquivo eletrônico, via Internet, tanto para os clientes quanto para as Secretarias de Fazenda.

Os controles são feitos no mundo digital, de forma semelhante ao e-ticket para viagens aéreas, onde toda a transação pode ser controlada sem necessidade do voucher físico. Com a escrituração digital, os fiscais das receitas municipais, estaduais e federal não precisam mais visitar as empresas e pedir os livros contábeis, pois podem acessar todas as informações via internet.

Por sua vez, os registros contábeis passam a ser cruzados com as notas fiscais emitidas, tudo eletronicamente, permitindo a detecção imediata de eventuais disparidades.

Muitos reclamam da alta carga tributária brasileira, que corresponde a aproximadamente 35% do PIB. O fato é que a maioria dos países do clube dos mais ricos tem carga tributária igual ou superior. Na Alemanha, por exemplo, os contribuintes recolhem cerca de 42% do PIB e a média da Europa é de 36,2%. Em contraste, o "clube dos mais pobres", composto por países como Haiti, Guatemala e Paraguai, tem carga tributária da ordem de 10% do PIB.

Então, usando a metáfora da "Belíndia", a pergunta que temos que nos fazer é: queremos ser como a Índia, que "custa" 20% do PIB em impostos, mas tem um dos piores índices de desenvolvimento  do mundo (132ª posição no ranking de IDH da ONU), ou preferimos ser como a Bélgica, quinto melhor IDH do planeta, mas cujo leão abocanha cerca de 45% do PIB?


A realidade do Brasil, segundo os brasileiros

Da minha parte, prefiro o Brasil-Bélgica, onde nove de cada 10 habitantes de regiões urbanas têm luz elétrica, rede de água, coleta de lixo, TV em cores e geladeira. Melhor que o Brasil-Índia, onde três em cada 10 cidadãos não concluíram o ensino fundamental e morrem 23 bebês em cada mil nascimentos (10 vezes mais que na Suécia).

Precisamos entender, contudo, que essa preferência tem preço. Deveríamos reclamar menos sobre pagar impostos e reclamar mais, muito mais, da forma como eles são gastos. De fato, temos sim a 18ª maior carga tributária do planeta, mas esse é o preço que pagamos para prover aos quase 200 milhões de brasileiros uma infraestrutura melhor que a da Colômbia ou da Etiópia, que recolhem menos impostos, mas oferecem menos serviços.

O problema é que parte do que arrecadamos é mal gasto, algumas vezes por ineficiência do estado e outras por uso inadequado das verbas públicas. Porém, reduzir os tributos não mudará esse cenário. Cobrar menos do contribuinte não evitará trens-da-alegria. Um caminho mais eficaz para resolver essa questão é aumentar a transparência.

Com o novo sistema passamos a contar, além das noticias publicadas por jornalistas investigativos, com informações na internet sobre a arrecadação tributária da União, dos estados e dos municípios, o que representará um passo gigantesco para reduzir a corrupção e aumentar a transparência da máquina pública.

O novo sistema tende a reduzir o caixa dois, a nota calçada e outras fraudes que tornam a nossa arrecadação ineficiente e injusta. O SPED promete criar uma espiral virtuosa de desenvolvimento e, principalmente, favorecer a construção de uma comunidade empresarial mais ética, mais justa e muito mais digna de um país que, em extensão territorial, recursos naturais e diversidade humana, é um dos mais ricos do mundo.

September 08

Fluxo de trabalho

Por colaborador (Especial para a PC Magazine)
 

Workflowpor Márcio Martinelli (*)

O mercado de CRM e atendimento ao cliente cresceu muito nos últimos anos, tanto no Brasil como no resto do mundo. Disso não há dúvida alguma, porém, verifica-se também com certa clareza que as empresas que inserem o CRM na sua estratégia empresarial muitas vezes veem os benefícios genéricos sem prestar grande atenção a um componente muito poderoso de todo bom sistema de CRM que é o workflow.

O termo workflow, que em inglês nada mais é que fluxo de trabalho, acoberta uma série enorme de funcionalidades e recursos de automatização de processos com enormes benefícios em todo e qualquer tipo de operação de atendimento, desde as mais simples até as mais complexas e com grandes números de postos de atendimento.

E como todos sabem toda operação de atendimento independente de seu tamanho e complexidade tem suas próprias peculiaridades, ou seja, cada empresa é uma empresa e seus processos internos são os mais variados possíveis. Ou seja, não há nenhuma empresa que tenha processos iguais a outra.

O workflow permite que os processos de atendimento sejam levados do começo ao fim, dentro de prazos previamente definidos pelos administradores do serviço de atendimento ao cliente. O cliente tem, assim, sua resposta em tempo correto e a operação em si ganha em termos de mapeamento e escalabilidade.


Aproveitamento total do banco de dados do CRM

Outro aspecto importante a destacar é que o workflow é o responsável direto pela visão única do cliente porque é através dele que toda e qualquer forma de comunicação recebida pela empresa – por canais tradicionais ou eletrônicos – passem de forma ordenada e com 100% de aproveitamento para o banco de dados do CRM.

E, além disso, vai permitir a integração com outros sistemas legados da empresa tais como ERP, BI, vendas etc. e outras áreas de contato como SAC, ouvidoria e ombudsman, entre outras.

Para citar apenas um case atual, que acho bastante interessante, implantamos o Orbium Customer Relations no SAC do Magazine Luiza e com ele interligamos através do workflow praticamente todas as áreas da empresa.

Com a solução, o atendente visualiza as informações de cadastro de clientes em uma única tela, facilitando o atendimento e diminuindo o TMA. O operador pode pesquisar dentro da própria ferramenta informações sobre a empresa e produtos, facilitando e otimizando o atendimento ao cliente.

A escalabilidade e o controle de tempo que o workflow proporciona é o que faz a diferença na hora de organizar processos. Empresas médias e grandes já não podem mais confiar no “papel de pão”, pois o cliente cobra e quer ser atendido rápido e ter seu problema resolvido. É nisso que o workflow ajuda sua empresa

September 05

Brasil terá sistema nacional para identificar mercadorias por RFID

Agência MCT - 04/09/2009 - 12:30

Os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fazenda e as secretarias de Fazenda de todos os Estados brasileiros assinaram um acordo de cooperação para a criação do Brasil-ID: Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias.

O sistema é baseado na tecnologia de Identificação por Radiofreqüência (RFID) e de comunicação sem fio. Ele será desenvolvido pelo Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários (Encat) e Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun.

O projeto visa estabelecer um padrão único de identificação por radiofreqüência a ser utilizado em qualquer tipo de produto em circulação pelo país. Também prevê a estruturação de serviços de rastreamento e verificação de autenticidade de todo tipo de mercadoria que poderá ser desenvolvido pelos setores público e privado em atendimento às necessidades do mercado.

O Brasil-ID objetiva promover a segurança do comércio e circulação de mercadorias no país por meio de uma tecnologia confiável e padronizada, que estará disponível ao contribuinte que livremente desejar adotá-la.

Portanto, além de uma fiscalização de trânsito de mercadorias muito mais ágil, o contribuinte poderá utilizar a tecnologia para seu próprio benefício logístico, de garantia de autenticidade e de proteção contra a circulação de bens roubados ou furtados.

Com apoio do MCT, o chip RFID poderá ser embarcado de forma indelével nos materiais constituintes dos produtos manufaturados no Brasil, em cartões, em embalagens e em papel.

O chip também poderá ser utilizado para transporte de documentos fiscais.